Meu pereba favorito: jogadores ruins que a torcida do Palmeiras adorava

Meu pereba favorito: jogadores ruins que a torcida do Palmeiras adorava

O Palmeiras não é time de pereba. Conhecido historicamente por montar elencos de grande qualidade técnica, tradição que carrega desde os tempos da Primeira Academia, o Verdão sempre contou com jogadores de toque refinado e domínio de fundamentos para levar de vencida nossas conquistas e mostrar que de fato é campeão.

Mas nem só de craques vive o futebol. A despeito de tantos esquadrões palmeirenses que encantaram nossa torcida, a montagem de um grupo competitivo exige quase sempre a presença de um ou outro “brucutu”. Geralmente, esses jogadores costumam despertar certa ojeriza no torcedor que, quando muito, o tolera em razão de alguma função tática que desempenha.

Contudo, há um seleto grupo de atletas de baixa qualidade técnica, que por algum motivo vence a resistência da torcida e conquista sua simpatia. É uma lista desse tipo especial de pereba que trago hoje. Confira:

Meu pereba favorito

Confira nossa lista de jogadores ruins que ganharam a simpatia do palmeirense

Tonhão (1988, 1992 a 1996)

Símbolo do período da fila, Tonhão foi peça importante na conquista do Campeonato Paulista de 1993, jogando (e sendo expulso) o jogo decisivo. Jogador de fraca qualidade, ganhou a simpatia e reverência da torcida alviverde pela raça e entrega em campo. Hoje, compõe nossa galeria de ídolos.
Fez 160 jogos pelo Palmeiras e conquistou, além do Paulista de 93, mais 4 títulos: Rio - São Paulo e Brasileiro 1993, e Paulista e Brasileiro 1994.

Galeano (1989 a 1992 e 1996 a 2002)

Talvez o símbolo máximo do jogador fraco de bola mas adorado pela torcida. Galeano esteve presente em títulos e jogos memoráveis do Palmeiras, marcando gols importantes como na semifinal da Libertadores de 2000, contra o SCCP.
Nos seus 477 jogos pelo clube, jogou com vários treinadores e elencos diferentes. Era "grosso" a ponto de muitas vezes tirar a paciência do torcedor, mas sempre deu tudo de si em campo e com o tempo ganhou o respeito da exigente torcida palmeirense.
Pelo Palmeiras, ganhou o Paulista de 1996, a Copa do Brasil e a Mercosul 1998, Libertadores 1999 e o Torneio Rio-SP 2000.

Marcinho Guerreiro (2003 a 2006)

Primeiro volante muito aplicado na marcação, Marcinho ganhou a alcunha "Guerreiro" pela sua dedicação em campo. Fez 104 jogos pelo Verdão, tornando-se um dos destaques da equipe de meados dos anos 2000, o que não significa muito se considerarmos os fracos elencos daquele período.
No entanto, deixou no torcedor a gratidão por ter sempre defendido com brio as nossas cores.

Wendel (2003 a 2014)

Ora volante, ora lateral, Wendel esteve no Palmeiras de 2003 a 2014, sendo emprestado algumas vezes nesse período.
Jogador discreto, ganhou espaço por sua versatilidade e dedicação tática. Longe de ser um primor de técnica, Wendel nunca se furtou a afirmar sua paixão de infância pelo Palmeiras. Teve o azar de pegar um período muito difícil da história do clube. Em outros períodos, poderia ter facilmente ter integrado elencos multicampeões como um confiável reserva. Fez ao todo 203 partidas pelo Verdão.

Luan (2011 a 2017)

Aqui vai um nome polêmico da nossa lista.
"Ambicanhoto" e "Calça jeans molhada". Os "carinhosos" apelidos dados pela torcida do Palmeiras a Luan denotam o quanto o jogador era ruim de bola.
Atacante cuja principal característica era a marcação, foi trazido em 2011 a pedido de Felipão. Seu estilo de jogo o fez desfrutar do prestígio do treinador e do ódio da torcida.
No entanto, é inegável sua dedicação e comprometimento enquanto defendeu nossas cores. Ganhou certa simpatia do palmeirense ao desferir um chute (mais do que merecido) em Jorge Henrique durante um derby. Jogou a final da Copa do Brasil 2012 no sacrifício e compunha o fraquíssimo elenco rebaixado à Série B daquele ano.
Foi emprestado a vários times, mas teve contrato com o Palmeiras até 2017, chegando, inclusive a compor o elenco eneacampeão brasileiro de 2016.

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