6 desfalques que marcaram a história do Palmeiras

6 desfalques que marcaram a história do Palmeiras

Em tempos de pandemia, a maioria de nós se vê obrigada a aderir ao isolamento social, o que em muitos casos tem desfalcado nossas obrigações rotineiras, como trabalho e escola.

Pensando nisso (e tentando matar um pouco da saudade do Palmeiras) reuni em uma lista 6 ocasiões em que desfalques importantes alteraram os rumos do maior campeão do Brasil. Confira:

Muller – Copa do Brasil 1996

O super time de 1996 fez história ao conquistar o campeonato paulista daquele ano com um quarteto de ataque formado por Djalminha, Rivaldo, Muller e Luizão. Contudo, a máquina de gols que assombrou o Brasil no primeiro semestre falhou, por pouco, na busca pela vaga na Libertadores.

O atacante Muller, um dos principais nomes daquele time e autor de 15 dos 102 gols do Palmeiras no estadual, desfalcou a equipe nos 2 jogos das finais da Copa do Brasil, contra o Cruzeiro. O contrato de empréstimo do jogador venceu dias antes da final e em razão de imbróglios na negociação da sua renovação, acabamos perdendo-o para o SPFC.

Foi um desfalque importante naquele time tão forte e entrosado. O Verdão sentiu e acabou perdendo o título em casa após falha de Velloso. A presença de Muller naqueles jogos talvez resultasse em um desfecho diferente e o Verdão teria comemorado um pouco mais cedo sua primeira Copa do Brasil.

Barcos e Valdivia – Copa do Brasil 2012

Nossa segunda Copa do Brasil veio com muito suor e sofrimento. Com um time muito limitado, tivemos que apelar ao “Scolarismo” para conquistar o caneco.

E o negócio ficou ainda mais difícil quando Barcos, centro-avante da equipe, sofreu uma crise de apendicite horas antes da primeira partida da final e teve que ser operado, desfalcando o time nos 2 jogos. Como para o palmeirense desgraça pouca é bobagem, Valdivia, autor de um dos gols da vitória por 2 a 0 no jogo de ida, desferiu cotovelada em jogador do Coritiba e acabou expulso de campo aos 24 minutos do 2º tempo.

Mesmo com 2 grandes desfalques (simplesmente os melhores jogadores do elenco) o Palmeiras esbanjou raça e garantiu o empate com gol salvador do atacante Betinho “decisivo”, que não jogaria essa partida se Barcos estivesse em condições de atuar.

“Meio time” – Campeonato Brasileiro 1974

Bem ao estilo brasileiro de organizar futebol, o torneio nacional de 1974 teve 40 clubes na 1ª divisão e o inacreditável critério de maior renda como um dos fatores de desempate. De muitas formas, o Brasil, definitivamente, não é para amadores!

O Palmeiras vinha do bicampeonato em 72 e 73 com a Segunda Academia, e tinha tudo para conseguir o tri, não fosse a Copa do Mundo daquele ano. Perdemos nada menos do que 6 jogadores para a seleção da CBF (Leão, Luis Pereira, Alfredo Mostarda, Leivinha, Ademir da Guia e César). Como o Brasileirão não parou para a disputa da Copa (dá pra acreditar?!), o Verdão, desfigurado pelos desfalques, acabou ficando de fora do quadrangular final por apenas 2 pontos e teve que esperar um pouco para levantar o 7º título brasileiro.

Time do Palmeiras em 1974.
Palmeiras de 1974. Desfalques causados pela bagunça do calendário e a convocação de 6 atletas minaram o sonho do tricampeonato nacional seguido.

Fernando Prass – Campeonato Brasileiro 2016

A campanha do Eneacampeonato brasileiro foi emocionante e lavou a alma do palmeirense que esperou 22 anos para novamente ser campeão nacional.

Mas por um momento, a confiança no título se transformou em preocupação quando Fernando Prass, em treinamento na seleção olímpica, fraturou o cotovelo direito, tendo que passar por cirurgia.

Seu substituto imediato, Vagner, após partidas inconsistentes, deu lugar a Jaílson, 3º goleiro do elenco, e o resto é história. “Jailsão da massa” deu conta do recado e salvou o Verdão em várias partidas, tornando-se um dos destaques do título brasileiro.

Nosso camisa 1, contrariando as expectativas, teve uma recuperação espetacular, conseguindo retornar ainda na temporada 2016, e no jogo do título, contra a Chapecoense, Prass e Jaílson protagonizaram uma das cenas mais lindas do futebol mundial, que você pode rever no vídeo abaixo (tente conter as lágrimas):

Oberdan Cattani – Mundial 1951

Seu Oberdan Cattani, gigantesco ídolo do Palmeiras desde os tempos de Palestra Itália, não jogou a fase final do Mundial de Clubes de 1951, e o motivo é surpreendente: má fase técnica.

Na última partida da fase final de grupos daquele torneio o Verdão foi goleado por 4 a 0 pela Juventus e a culpa do mau resultado acabou sobre as costas do nosso arqueiro até então titular. Oberdan foi sacado e deu lugar a Fábio Crippa, que defendeu nossa meta nos 4 jogos finais e ajudou o Palmeiras na conquista do primeiro campeonato mundial de clubes da história.

Time do Palmeiras campeão mundial de 1951.
Os campeões mundiais de 1951. Fábio Crippa, que substituiu a lenda Oberdan Cattani, aparece em primeiro plano.

Velloso – Libertadores 1999

Véspera de Derby pela Libertadores. Jogando sozinho, na linha, o goleiro Velloso, titular absoluto do Palmeiras naquele início de 1999, se machuca e desfalca o time. Para o seu lugar a comissão técnica escolhe um jogador até então pouco conhecido da torcida, mas que se tornaria um dos maiores ídolos da nossa história.

São Marcos estreou naquela Libertadores com derrota de 2 a 1 para o rival, mas sua atuação convenceu Felipão de que o Palmeiras não precisava contratar outro goleiro. Iríamos com ele até o final.

Marcos foi o grande destaque do Verdão na conquista do título e eleito o melhor jogador do torneio, feito incrível para qualquer um, mas ainda mais espetacular se lembrarmos que o tínhamos no elenco jogadores do calibre de Arce, Júnior, César Sampaio, Alex, Zinho e Paulo Nunes.

Aquela contusão do Velloso mudou definitivamente a história do Palmeiras e do futebol brasileiro. Não fosse isso, Marcos até poderia alcançar, com o tempo, a titularidade e o destaque nacional, mas será que teríamos eliminado o SCCP 2 vezes na Libertadores, nos pênaltis, vendo-o ser promovido ao posto de Santo? E o penta, viria em 2002 sem o nosso goleiro?

Marcos comemora a conquista da Libertadores 1999 pelo Palmeiras.
Marcos entrou na fogueira e se tornou um dos maiores ídolos da história do Palmeiras

Gostou da nossa lista de desfalques? Para você, qual foi o mais marcante? Deixe sua opinião nos comentários.